domingo, 17 de julho de 2016

Resenha da semana: Matilda

             
 
O post de hoje é especial pra mim, pois vou escrever sobre uma das histórias preferidas da minha infância. Digo "história" e não "livro" porque conheci "Matilda" através do filme de 1996, dirigido pelo Danny DeVito e com a atriz Mara Wilson no papel da protagonista. Eu gostava tanto do filme que assistia todas as vezes em que passava na TV (o que é bastante incomum pra mim, que praticamente nunca assisto a filmes que já vi antes). Só recentemente descobri que o filme é inspirado em um livro escrito por um célebre autor de livros infantis, Roald Dahl. Filho de noruegueses nascido no País de Gales, em 1916, Roald Dahl é tão importante entre os escritores de livros infantis que mesmo quem não reconhece seu nome certamente já ouviu falar de suas obras: entre as mais famosas estão "A fantástica fábrica de chocolate" (com o famoso Willy Wonka), "O Bom Gigante Amigo" (transformado recentemente em um filme dirigido por Steven Spielberg), "O fantástico senhor raposo" e "As bruxas" (outro história presente na minha infância através do filme "Convenção das Bruxas", que me fazia morrer de medo).

Pois bem. Umas semanas atrás eu estava na livraria do meu bairro dando uma olhada nos livros sem nenhum interesse específico. E então encontrei "Matilda". Resolvi me dar esse presente e foi um ideia muito feliz, pois me diverti bastante relembrando a história. Depois da leitura, assisti ao filme, que não via há muitos anos, e aí minha felicidade ficou completa :D.


Agora, vamos à resenha propriamente dita.

Matilda é a história de uma menina que adora ler e é muito inteligente. Seus pais não apenas não percebem os grandes talentos da filha como também a tratam com indiferença e menosprezo. Seu pai é um vendedor de carros desonesto que vende veículos velhos e muito rodados como se fossem quase novos, e sua mãe é uma perua que só se preocupa com sua aparência e seus programas de televisão, deixando a filha sozinha em casa todas as tarde para ir jogar bingo.

A vida de Matilda começa a ficar um pouco mais animada quando ela descobre a biblioteca pública da cidade, que lhe oferece a oportunidade de ler muitos livros incríveis e até de levá-los emprestados para casa. Quando enfim começa a ir para a escola, ela tem ao mesmo tempo a alegria de conhecer uma professora incrível e o pesadelo de ter que lidar com uma diretora que é a verdadeira encarnação da bruxa dos livros infantis, só que sem a vassoura, o caldeirão e o chapéu. 

O que eu gostei no livro?

Para mim, "Matilda" é um livro sobre as dores e as delícias da infância. É nessa fase que a personagem descobre a alegria dos livros, da escola, das amizades e de ter uma professora como a Srta. Mel (Miss Honey no original). Ao mesmo tempo, e talvez isso seja o que mais me toca na história, é o relato da infância também como uma fase de solidão, frustração, de ter que lidar com o autoritarismo e a falta de compreensão dos adultos sem muitas vezes ter a que ou a quem recorrer. No livro, ela encontra consolo em seus poderes mágicos, que dão um toque especial à narrativa (quem resiste a uma história com um pouco de magia?). Em resumo, Matilda é uma menina determinada que enfrenta seus problemas com coragem, criatividade e, claro, com um pouquinho de mágica. Posso dizer sem medo que é minha personagem favorita da literatura até hoje <3.
         
                                                              Tem como resistir??
 
Alguma coisa que eu não gostei?

Sim. Na minha opinião, o livro termina de forma apressada. O ritmo da história vai muito bem até perto do fim, mas quando ele chega, a impressão que se tem é de que o autor não conseguiu pensar em uma boa forma de conduzir progressivamente o final, e terminou a obra de forma um tanto abrupta. Olhando algumas resenhas, descobri que não fui a única a ter essa impressão. De qualquer forma, isso não diminuiu nem um pouco o meu amor pela obra.

Para encerrar minha resenha, queria apenas escrever algumas palavras sobre o filme. Muita gente diz que o livro é sempre melhor que sua adaptação para as telas. Eu não concordo com essa opinião, pois acho que existem notáveis exceções. "Matilda" é uma delas. Para mim, o filme é tão bom quanto o livro. Claro que existem alterações na história: o filme faz acréscimos que não constam no livro. Em geral elas me agradaram bastante, e até achei que no filme foi "corrigida" a tal falha que apontei no parágrafo anterior quanto ao final. 

Bom, por hoje era isso. Até a próxima ;).

             



         

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